Campo Grande lidera crescimento do franchising; Goiânia fica em 5º lugar
Levantamento da ABF mostra avanço no faturamento das franquias em 30 cidades no 1º semestre de 2026: Campo Grande lidera com alta de 21% e Mato Grosso do Sul é o estado com maior crescimento.
Publicado em 31/10/2026 · Redigido com apoio de IA a partir das fontes citadas

Panorama geral
Um levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF) sobre as 30 cidades com maior faturamento do setor aponta movimento positivo no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. No conjunto dessas cidades, o faturamento total cresceu 9% e ultrapassou R$ 64 bilhões.
Destaques por cidades e estados
Campo Grande (MS) é a campeã de crescimento: o faturamento das franquias na capital sul-mato-grossense avançou 21%, passando de R$ 811,8 milhões para R$ 982,1 milhões. A cidade subiu da 12ª para a primeira posição no ranking da ABF.
Cuiabá (MT) aparece em segundo lugar, com aumento de 14% no faturamento, que foi de R$ 799,1 milhões para R$ 914,8 milhões. São José do Rio Preto (SP) ficou em terceiro, com alta de 13%, e Campinas (SP) em quarto, com 12%.
Goiânia (GO) subiu da 16ª para a quinta colocação, registrando alta de 12% e alcançando R$ 2,14 bilhões em receita, ante R$ 1,91 bilhão no primeiro semestre de 2025.
Entre outras capitais, Brasília aparece na 18ª posição com crescimento de 9% (de R$ 3,04 bilhões para R$ 3,32 bilhões) e Salvador registrou 9%, alcançando R$ 1,91 bilhão, frente a R$ 1,75 bilhão no período anterior.
Na comparação por unidades da Federação, Mato Grosso do Sul liderou com crescimento de 17% no faturamento das franquias, seguido por Acre (16%), Pará (13%), Amapá (12%) e Paraíba (12%). Goiás e Mato Grosso tiveram expansão de 12% (Goiás em 8º lugar e Mato Grosso em 6º), e o Amazonas registrou crescimento de 11%.
Movimentações do ranking e observações
Algumas cidades que figuravam entre as mais crescentes em 2025 tiveram mudanças: Porto Alegre, que liderou o ranking no ano passado, caiu para a 12ª posição com alta de 9%. Já Jundiaí e Santos — que em 2025 ocuparam posições de destaque — não aparecem entre as 30 cidades analisadas em 2026. Neste ano, 13 dos municípios classificados não são capitais, um a menos que na edição anterior.
O levantamento considera a variação nominal de faturamento entre janeiro e junho de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Detalhes metodológicos adicionais não informados pela reportagem foram divulgados pela ABF.
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O que isso significa para quem pensa em investir em franquias
Crescimento no faturamento de uma cidade ou estado é um indicador positivo, mas não garante sucesso automático ao franqueado. Veja pontos práticos a avaliar antes de investir:
- Entenda o mercado local: um avanço percentual pode ocorrer mesmo em cidades com base de faturamento menor. Compare o crescimento com o tamanho absoluto do mercado e com o segmento da franquia.
- Analise a concorrência e a densidade de redes: cidades com expansão podem atrair novas marcas, aumentando competição e pressão sobre margens.
- Custos operacionais e tributação: franqueadores têm apontado preocupações com carga tributária, custos e falta de mão de obra. Esses fatores afetam a viabilidade financeira da unidade.
- Perfil de consumo e sazonalidade: verifique se o público local sustenta o posicionamento e o ticket médio da marca escolhida.
- Suporte do franqueador: avalie treinamento, marketing, logística e assistência para adequação da operação ao perfil regional.
- Localização e aluguel: custos de ponto comercial e contratos de aluguel impactam fortemente a lucratividade.
Além disso, utilize rankings e levantamentos como referência, mas complemente a análise com estudos de mercado locais, projeções financeiras realistas e conversas com franqueados reais da rede.
Conclusão
O crescimento do franchising em cidades do Centro-Oeste e em alguns estados do Norte e Nordeste indica expansão geográfica do setor em 2026. Campo Grande e Cuiabá se destacam pelo ritmo de avanço, enquanto capitais maiores como Brasília mantêm crescimento moderado. Para investidores, a recomendação é transformar esses números em investigação local detalhada antes de tomar a decisão de compra de uma franquia.
Fonte: Correio Braziliense (reportagem de Fernanda Strickland), 30/10/2026 — levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Fontes